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15/04/2019     nenhum comentário

Preso em operação o diretor da OS Federação Nacional das Entidades Sociais e Comunitárias (Fenaesc), foragido desde 2017

Ele é acusado de pertencer a quadrilha que usava operadora de planos de saúde para lavar dinheiro público desviado

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A Polícia Civil realizou na manhã de segunda-feira (15), uma operação contra uma quadrilha que comprou plano de saúde com dinheiro desviado de prefeituras paulistas.

Um dos presos é o patologista clínico Luiz Teixeira da Silva, de 39 anos, diretor da organização social Federação Nacional das Entidades Sociais e Comunitárias (Fenaesc), responsável pela administração da Saúde Pública de Cajamar. Desde 2017, ele estava foragido da Justiça.

Ele foi preso com a esposa (Liliane Bernardo Rios da Silva, de 37), também suspeita de com ele desviar dinheiro de 4 municípios do interior paulista e investir na compra do plano de saúde Medical Rio, de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro do Rio de Janeiro. A estimativa é que desvios tenham chegado a R$ 20 milhões, oriundos da saúde pública das cidades de Cajamar, São Roque, Barueri e Campo Limpo, todas no Estado de São Paulo.

Participaram da operação, batizada de Pégaso, policiais civis da 78ª DP (Fonseca), em Niterói.  Ao todo oito mandados de prisão e 14 de busca e apreensão foram cumpridos no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Luiz Teixeira e Liliane estavam hospedados em um apart hotel na cidade de São José dos Campos.

A polícia descobriu que para esconder os responsáveis pela transação financeira, o casal colocou a empresa em nome da empregada doméstica e do motorista da família.

Terceirização

Teixeira, preso hoje com a esposa, era ex-­superintendente do Hospital Municipal Francisco Moran (HMB), de Barueri. Ele já havia sido preso no início do mês em São José dos Campos, numa ação da Polícia Civil que investiga uma quadrilha
que praticava fraudes por meio de um plano de saúde.

Luiz Teixeira, conhecido como Luizinho, é biomédico e foi superintendente
do HMB contratado pelo Instituto Hygia, uma OS que administrou o hospital público entre 2014 e 2016.

Depois, como diretor da organização social (OS) Federação Nacional das Entidades Sociais e Comunitárias (Fenaesc), assumiu o comando da saúde pública municipal em Cajamar.

Na época em que comandou o HMB, o equipamento sofreu intervenção. Isso foi a partir de março de 2016, em razão de irregularidades na administração terceirizada. Na
época, foram identificados problemas graves no atendimento ao público e falhas no cumprimento das obrigações contratuais.
A saída do Hygia foi traumática. O instituto deixou um grande saldo devedor com fornecedores e centenas de pendências trabalhistas, que à época ultrapassavam R$ 50 milhões e foram assumidas pela prefeitura, para que o atendimento do hospital não sofresse interrupção.

O Hygia só deixou o hospital definitivamente em julho de 2017, com a transferência da gestão para a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que comanda o HMB até hoje.

 

 

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